Arne
Sucksdorff
Caro Gorgulho: Sou seu colega,
também jornalista. Estou escrevendo
um livro em parceria com o amigo e fotógrafo
Araquém Alcântara, um especialista
em imagens da natureza. Em uma das passagens
do livro, citamos a influência de Arne
Sucksdorff. É por isso que estou lhe
escrevendo. Gostaria de reproduzir algumas
das idéias dele, bastante bem anotadas
por você naquela que se tornou a sua
última entrevista. Para tanto, evidentemente,
gostaria de contar com sua autorização.
Os dois trechos são estes:
"A sensação era como se
eu tivesse chegado ao Jardim de Deus. Um parque
zoológico natural. Tinha vida em cada
lugar que eu pisava. Na beira do rio tinha
jacarés tomando sol. De repente passava
um bando de araras como uma rajada. Na planície
os veados, capivaras e emas se misturavam
ao gado zebu. Os abutres revelavam onde a
vítima estava escondida. A onça
pintada deixava os traços de sua pata
redonda. Pássaros de todos os tipo.
Uma maravilha e um drama em cada lugar!"
"Foi uma experiência fantástica.
Durante dois anos vivi como índio,
da caça e da pesca. Foi muito interessante
como o homem pode ter a experiência
de viver em harmonia com a natureza e feliz
sem a bênção da civilização.
Não senti nem falta da música
clássica, que eu gosto tanto. Isso
me faz lembrar um lema antigo na Suécia,
'é preferido caminhar livre nos terrenos
desertos, do que estar na cadeira confortável
recebendo comida dos outros'. Quanto mais
eu amava o Pantanal, com mais intensidade
eu me engajava contra a destruição
que ameaça este paraíso."
Faremos referência à sua entrevista,
decerto. Por favor, mande notícias
- assim ou assadas. Muitíssimo obrigado,
forte abraço,
Otávio Rodrigues -
orodrigues.br@uol.com.br
(16/maio/2006)
Otávio: parabéns
a você e ao Araquem por este e por todos
os seus trabalhos. Arne Sucksdorff merece
ser lembrado sempre, pelo seu trabalho pelo
Cinema Novo do Brasil, pela sua luta pelo
Pantanal e pelo meio ambiente e, também,
pela divulgação do Brasil lá
fora. Essa, de fato, foi sua última
entrevista. Inclusive foi muito difícil
de fazê-la, pois ele já estava
com a voz até difícil de entender.
Mas considero que foi uma entrevista importante
(não só por ter sido a última)
mas porque eu acabei tendo algumas dúvidas
e fiz questão que ele a lesse todinha
depois de feita. Otávio, estamos no
mesmo barco pelo Brasil e pela natureza. Está
autorizado a usá-la como quiser, pois
a memória do Arne precisa ser preservada.
Há pouco recebi um email da Suécia,
de um jornal e também de um cineasta
que está fazendo um documentário
sobre o Arne, querendo utilizá-la.
Mais do que orgulhoso, fico mesmo é
feliz por mostrar a importância de Arne
Sucksdorff na nossa história brasileira
e na minha em particular. Felicidades e sucesso
no seu trabalho.
Silvestre Gorgulho - www.gorgulho.com
-
www.folhadomeio.com.br
Dr. Silvestre Gorgulho:
Perdoe-me intrometer-me no seio dos Gorgulho
mas quando vi o seu site lembrei-me que há
uns tempos fiz um artigo para um jornal aqui
de Reguengos de Monsaraz (Évora, Portugal)
sobre um episódio ocorrido aqui nas
redondezas em 1917 e que teve como protagonista
um Alferes aviador de nome Jorge de Sousa
Gorgulho (Lisboa, 1894-Mocímboa da
Praia, Moçambique, 1917). Não
sei se será do mesmo ramo dos Gorgulhos
mas terei todo o gosto em enviar-lhe uma cópia
do referido artigo se assim o desejar. Cumprimentos
António Marcelino - aamarcelino@sapo.pt
Mestre Antônio Marcelino: meu abraço e muito grato pelo seu email. Estive em Évora há dois anos onde pude tomar um maravilhoso Pêra Manca e conhecer o restaurante do Fialho. Vi, na época, pelo catálogo de telefone que havia mesmo muitos Gorgulhos por aí. Nossos bisavós vieram de Portugal. Uns dizem que foi da Ilha da Madeira outros dizem que foi da região de Évora. Eu, pessoalmente, acho que eles são de uma mesma raiz. Pode mandar seu artigo que ficarei muito feliz em lê-lo. Com amizade, Silvestre Gorgulho www.gorgulho.com
Valdir
Camon
Gostaria de saber se a Orquestra Valdir Calmon,
mencionada em sua coluna e no seu site <
http://www.gorgulho.com/janela%20da%20corte/primo.htm
> na entrevista dada pelo músico
Primo – João Antônio Peixoto
– é a mesma liderada por Marta
Calmon, viúva do maestro. Caso seja,
gostaria de ressaltar que aqui no Rio de Janeiro,
não é esta a imagem que se tem
da mesma, ou de “time de última
hora”. Porém, é válido
lembrar que time, religião e opinião
definitivamente não se discute...
Marina Rodrigues –
Rio de Janeiro – RJ < opclogistica@veloxmail.com.br
>
Marina,
obrigada pelo email. Na verdade não
sei lhe responder. Quem citou a orquestra
não fui eu, mas sim o entrevistado
João Antônio Peixoto - o Primo
- como era conhecido em Brasília. Veja,
Marina, esta entrevista saiu no dia 22 de
setembro de 1996. Lá se vão
mais de oito anos. Abraço grande, Silvestre
Gorgulho
Alga/Parasito
Caro Silvestre Gorgulho:
Sou médico domiciliado na cidade de
Garanhuns-PE e sempre gostei de assuntos referentes
ao mar. Há dois anos fiquei maravilhado
com uma matéria que foi apresentada
em um documentário da Globo, onde mostrava
uma espécie de alga clorofícea
que era parasitada por um ser unicelular,
onde o mesmo se alimentava e se reproduzia
na alga. O narrador dizia que era a única
espécie de alga que apresentava esta
peculiaridade. Na época achei extraordinário
este tipo de convivência de uma alga
e de um provável zooplancton. Por incrível
que pareça já tentei ver se
conseguia mais informações sobre
o assunto e nunca consegui. Sendo o senhor
uma autoridade no assunto fiquei bastante
ansioso, se possível de um parecer
ou uma explicação de sua parte,
logicamente se estiver dentro de sua área
específica. Fico muito grato por uma
resposta.
Dr: José Genival Lima Filho
- drlima@bravil.com.br
Dr.
José Genival Lima, obrigado
pelo seu email e parabéns pelo seu
trabalho e suas pesquisas. Na verdade, como
jornalista, fiz várias reportagens
sobre a vida marinha, inclusive algumas aí
mesmo no litoral de Pernambuco. Mas sou apenas
jornalista e não tenho conhecimento
científico para lhe orientar. Aconselharia
ao senhor buscar essas informações
ou Universidade de Pernambuco ou no próprio
Ibama em Recife ou aqui em Brasília.
Em Brasília, pode ser com o diretor
do Ibama, Dr. Rômulo Mello, ou com sua
assessoria (61-3161650). Também seria
interessante um contato com as biólogas
Rosana, projeto Hippocampus, Porto de Galinhas
<labaquac@yahoo.com
ou (81) 9977-4652 - Rua Sodré s/n Praça
07 – Porto de Galinhas ou com Ierecê
Lucena < ierece@dse.ufpb.br
ou (83) 216-7768 ou 9996-7775 >.
Tráfico
de Animais
Caro Silvestre Gorgulho:
Preciso de uma informação urgente.
Quando a Renctas – Rede Nacional de
Combate ao Tráfico de Animais foi criada?
Isabela <
isinhagh@hotmail.com >
Isabela:
Tudo começou com a Sociedade Mata Viva,
em 1995, no Rio de Janeiro. E tudo começou,
também, com o ambientalista Dener Giovanini,
formado em Letras pela UFRJ e com curso de
Biologia (incompleto) pela Faculdade de Vassouras.
Giovanini foi o fundador e presidente da Sociedade
Mata Viva. Em 1998, fez um projeto audacioso
criando uma Rede Nacional de Combate ao Tráfico
de Animais Silvestres. O projeto foi tão
bem estruturado, tão bem aceito e trouxe
tantos resultados positivos para a sociedade
que deixou de ser criatura e ficou maior que
o próprio criador. O projeto ficou
maior do que a própria Sociedade Mata
Viva e se transformou na Renctas, uma das
ONGs mais citadas pela mídia mundial.
Abraço e boa sorte, Silvestre Gorgulho.
Casa
do Cerrado
Prezado jornalista Silvestre Gorgulho:
pelo seu site < www.gorgulho.com
> tomei conhecimento da Fundação
Casa do Cerrado. Fiquei muito interessada
em conhece-la, mas na reportagem sobre a Pedra
Hiroshima que está na Casa do Cerrado,
não tem a localização
exata. Diz apenas Asa Norte de Brasília.
Gostaria de um telefone para agendar uma visita.
Obrigado,
Ayres Lara de Queiroz
Aires: obrigado pelo email. Vale
a pena conhecer a Casa do Cerrado que fica
na Asa Norte, logo depois da Câmara
Legislativa de Brasília. Além
de um belíssimo jardim japonês,
tem uma trilha para caminhada e a Pedra de
Hiroshima. Para agendar uma visita, favor
ligar para (61) 274-9608 e falar com o senhor
Gelson.
Cavalos-Marinhos
Oi,
meu nome é Janaina. Eu gostaria de
saber se é possível encontrar
cavalos marinhos em manguezais!
Janaína Soares - kero_kaiser@hotmail.com
Sim. Além de viverem em áreas
recifais, os cavalos-marinhos também
habitam estuários. Este é um
motivo a mais para preservarmos esses ambientes,
que, além de bastante produtivos, abrigam
uma rica fauna e flora. A preservação
dos cavalos-marinhos depende da existência
de ambientes aonde eles possam manter populações
viáveis.
Cavalos-Marinhos
2
Silvestre Gorgulho: Li a reportagem
sobre Cavalos Marinhos, gostaria muito de
saber como posso entrar em contato com Ierecê
Lucena Rosa e Rosana Silveira, pois estou
interessadíssima em mergulhar nesta
causa. Desde já agradeço.
Daiana Leão - Cabo Frio RJ
Daiana: Ambas a reportagens tiveram
ótima repercussão. A primeira
foi em Porto de Galinhas, no Projeto Hippocampus,
com a bióloga Rosana Silveira. Essa
reportagem "Hippocampus: o projeto que
luta para salvar os cavalos-marinhos do Brasil"
saiu na edição 145 (Março/2004)
da Folha do Meio Ambiente www.folhadomeio.com.br
; a segunda reportagem foi com a bióloga
Ierecê Lucena Rosa, que tem um projeto
fantástico na Universidade Federal
da Paraíba junto com o Ibama. Essa
matéria "Cavalos Marinhos: o fascínio
de uma espécie em extinção"
saiu na edição 147 (maio/2004).
Para contactar Rosana Silveira:
labaquac@yahoo.com
ou (81) 9977-4652
Rua Sodré s/n Praça 07 –
Porto de Galinhas
55590 – Ipojuca - Pernambuco
Para contactar Ierecê Lucena
Rosa: ierece@dse.ufpb.br
ou (83) 216-7768 ou 9996-7775
site: www.dse.ufpb.br/lapec
Avenida Olinda, 478 apto. 201 Tambaú
58039-121 João Pessoa – Paraíba
Entrevista
Senhor
Silvestre Gorgulho:
Lendo a entrevista com o Sr. Augusto Guimarães
Filho <http://www.gorgulho.com/janeladacorte/guimaraes.htm
> assistente do Arquiteto Lúcio
Costa, venho através desta solicitar
algumas informações a mais sobre
Brasília. Estou compilando dados gerais
para meu Projeto final num curso de uma universidade
do Rio de Janeiro. Esse meu trabalho será
sobre um dos Arquitetos que " construiu"
Brasília...ou pelo menos parte dela.
Por
uma coincidência grande, ele era meu
tio, ainda que eu não tenha tido o
prazer de conhecê-lo pessoalmente, pois
ele morreu precocemente numa viagem de avião,
em 1960, exatamente num vôo que vinha
de Brasília para o Rio.
Seu
nome era Ney Fontes Gonçalves. Ele
tinha 43 anos de idade quando seu projeto
(ao lado de seu parceiro e amigo Borouch Milmann)
foi classificado em segundo lugar no Concurso
para o Plano Piloto de Brasília. Aos
quarenta e três anos de idade, formado
a pouco mais de 12 anos, ele ficou a frente
de diversas grandes personalidades da arquitetura
brasileira daquela época nesse concurso.
Isso rendeu a ele convites para projetar diversas
coisas na parte urbana de Brasília.
Entre os quais a Casas dos Ministros e a Caixa
Econômica Federal (Sede do DF), ainda
que esta última somente tenha ficado
pronta muitos anos após a sua morte.
Sua
morte precoce em 1960 fez com que o tempo
o levasse ao esquecimento, sem podermos nos
dar conta do que ou até aonde ele poderia
ter se destacado na Arquitetura Brasileira.
É dele, ainda, o projeto da Sede da
Caixa Economica do Rio de Janeiro e a Escola
de cadetes de Pirassunga (outro concurso ganho
naquela época, aonde diversos outros
grandes arquitetos participaram) e ainda algumas
muito poucas residências no Rio de Janeiro.
Sobre Brasília, mais especificamente,
algumas informações adquiridas
vieram de teses de Mestrado ou Doutorado sobre
os projetos perdedores do Plano Piloto. Por
isso, através desse e-mail, venho solicitar
alguma possível ou possíveis
informações sobre Brasília
naquela época. Se existem dados ou
arquivos aonde possa ser pesquisado mais minuciosamente
essas informações, pois que
nada se encontra sobre Brasília nos
arquivos, que não mencionem somente
Lúcio Costa ou Oscar Niemeyer.
Estou buscando através de contatos
diretos com pessoas ligadas a arquitetura
daquela época, algumas informações
a respeito. Já tentei contatar Oscar
Niemayer (pois sei que naquela época
eles se conheciam socialmente), mas que talvez
devido a sua idade ou mesmo a seus muitos
compromissos, não me retornou até
hoje.
Gostaria ainda de saber se existe a possibilidade
de fazer um contato direto com o Sr. Augusto
Guimarães Filho, que por ter participado
tão ativamente daquela época
de Brasília, com certeza talvez poderá
me dar alguma informação adicional
sobre o Ney Fontes Gonçalves, até
porque para ele o arquiteto Lúcio Costa
era não somente um amigo. Era um Mestre.
E foi um dos poucos "perdedores"
do Concurso, que ficou extremamente feliz
e orgulhoso por perder justamente para o Lúcio
Costa.
Desde já meus agradecimentos.
Eduardo Aguiar - edutanda@uol.com.br
- (21) 9775-3302
Caro Eduardo Aguiar: Obrigado
pelo email. Vou repassar suas informações
para o Dr. Augusto Guimarães, que é
uma pessoa fantástica e acessível.
O telefone dele aí no Rio. (21) 2714-5839.
Tenho certeza que ele vai lhe atender e se
tiver alguma informação sobre
o arquiteto Ney Fontes Gonçalves, ele
vai lhe passar. Sucesso em seu importante
trabalho.
Entrevista
2
Silvestre
Gorgulho:
Li a entrevista com a Delegada Deborah Menezes
e resolvi mandar esse e-mail para saber sua
opinião sobre o meu caso. Tive um relacionamento
com um homem que conheci na internet.Quando
o conheci ele me falou que sua esposa era
muito doente e que por isso tinha uma vida
diferente. Podia sair e sua mulher sabia que
ele levava uma vida de homem solteiro. Passamos
alguns meses juntos e quando acabou ele começou
a me ameaçar. Sou estudante universitária
e ainda moro com meus pais. Ele fez um relatório
sobre tudo que sabe da minha vida e me enviou
ontem (foi deixar na caixa de correio da minha
casa) e falou que o próximo passo será
enviar para os meus pais. Esse terror começou
no final do ano passado e como ele sabe da
minha rotina e a rotina da minha família
estou me sentindo desprotegida.Tenho medo
que ele faça um escândalo na
minha universidade, que vá na minha
casa e que cometa algum crime contra mim.
Fui na Delegacia da Mulher, prestei queixa
e pedi para que ele não fosse intimado
porque pensei que se ele soubesse disso iria
me deixar em paz. Quero saber o que posso
fazer para que ele me deixe viver em paz.
Obrigada,
Janaína – Rio Grande
do Norte.
Cara
Janaína:
Olha,você está sofrendo um processo
de chantagem e quanto mais você ceder
mais será chantageada. Acho interessante
você entrar em contato com a própria
delegada Déborah Menezes, que é
uma pessoa experiente, pois foi durante muito
tempo a Titular da Delegacia da Mulher em
Brasília. Ela está muito mais
preparada para lhe dar os conselhos que você
precisa. O telefone dela é (61) 441-4428
Anilhamento
Senhor Gorgulho:
Sou criador de galinhas de raça e estou
precisando implementar um melhor controle
sobre essas aves. Vi sua matéria sobre
anilhamento de aves e penso em utilizar anilhas
para identificação dessas aves.
Gostaria de saber: onde posso comprar anilhas
para esse fim?
Existe outro meio para a identificação
das aves? Atenciosamente.
Paulo Malta < pmaltaprojet@netpe.com.br
> Recife – Pernambuco
Caro
Paulo Malta:
Aí
mesmo em Recife você tem quem pode lhe
orientar nesta questão. Entre em contato
com o oapaves@hotlink.com.br
ou (81) 3436-0709 que é uma associação
de ornitólogos muito atuante e que
pode lhe dar todas as informações.
Tem
mãe pra tudo
Silvestre
Gorgulho:
Primeiro
parabéns pela doçura do artigo
sobre as mães que surgem em nossas
vidas. Foi o meu filhote querido que achou
e me enviou. Já viu como fiquei derretida
e feliz. Você pode aceitar uma sugestão
para o final? Em vez de: "Não
há dúvida, amigo leitor, não
há quem não seja movido a mãe."
eu terminaria com: "não há
quem não seja movido a amor de mãe."
Desculpe a ousadia,
Angela Maria
Cara Angela Maria:
Ótimo, Ângela Maria. De
onde você é? Como você
encontrou esse artigo? Abraço, Silvestre
Gorgulho
Gorgulho:
Meu filho Marcelo achou seu artigo por que
estava pesquisando o inseto "mãe
do sol" (que é uma praga) para
me explicar do que se trata. Ele é
engenheiro agrônomo e está cursando
a última DP do curso na Federal de
São Carlos - SP. Marcelo tem falado
muito sobre insetos e eu estou tentando acompanhar.
Ocorre que as suas explicações
sobre os bichinhos são claras e bem
humoradas a ponto do "especialista engenheiro"
aprová-las. É nossa brincadeira
buscar respostas para perguntas nos mecanismos
de busca na Internet e assim seu texto surgiu
em nossas mãos. Continue escrevendo
e inspirando pessoas.
Ângela Maria – São
Paulo – SP < angela.Bertelli@terra.com.br
>
Raul
de Xangô
Sou
filha do jornalista JBLemos, amigo pessoal
do Raul de Xangô, mas não sei
como localizá-lo. Os telefones que
a gente tinha não atendem e parece
que ele vendeu a loja da Asa Norte. Gostaríamos
de saber se o senhor tem como nos colocar
em contato com o Raul, endereço atual
ou telefone atual. Grata pela atenção,
Fernanda Lemos Moulin
Cara Fernanda: anote os telefones
do Raul de Xangô: (61) 30391621 e (61)
91012293
e o email é rauldexangô@yawl.com.br
Antônio
Carlos da Fontoura
Bom
dia Gorgulho:
Gostaria de saber como posso entrar em contato
com o cineasta Antônio Carlos da Fontoura.
Desde já, agradeço pela atenção.
Aguardo resposta. Atenciosamente,
Prof. Ana Paula Ribeiro Maia - Belo
Horizonte - MG
Cara Ana Paula: vou tentar
ver se consigo o telefone dele. Desde aquela
entrevista que fiz com o Fontoura aqui em
Brasília, e que saiu na Janela da Corte
em junho de 1997, (http://www.gorgulho.com/janeladacorte/fontoura.htm)
não o vejo mais. Mas vou tentar com
amigos o telefone dele e te aviso, OK? Obrigado
pelo email, SG
Qual
a Língua mais falada no mundo?
Caro
Silvestre Gorgulho:
Seria possível informar-me quais são
as dez línguas mais faladas no mundo
e seus respectivos números de falantes?
Já vi inúmeras estatísticas
que diferem muito.
Celso Pinheiro - cppaco@uol.com.br
- Rio de Janeiro – RJ
Caro
Celso Pinheiro: Essa, talvez, seja
uma pergunta impossível de responder
corretamente e sem um grande número
de debate e contestações. Mas
a polêmica é válida. Imagine,
em primeiro lugar, que milhões de pessoas
falam duas ou três línguas, às
vezes, duas línguas nativas, como é
o caso de ex-colônias na África
e Ásia. Imagine a quantidade de estudantes
que fizeram e fazem intercâmbio, se
formaram e estão se formando em universidades
longe de suas pátrias. E imagine, ainda,
quantas famílias pelos mais variados
motivos que se mudam para outros países
e continuam falando a língua materna
e as novas gerações falam a
língua dos pais e aprendem a do país
onde vivem. É bem complexo responder
essa pergunta. Isso sem entrar no caso de
dialetos falados na África, na China,
na Índia. O português, por exemplo,
é a segunda língua mais falada
em Paris, o que é comprovadamente correto.
Por quê? Vários são os
motivos, mas a imigração portuguesa
é o principal deles.
Segundo o último Censo do IBGE (Censo
2000) o Brasil tem 169.799.170 milhões
de habitantes. Mas o Censo foi realizado há
quatro anos. Assim, só o Brasil deve
ter hoje cerca de 180 milhões. Em todo
o caso - e sempre sujeito a mil controvérsias
- vale a pena ver esses dois quadros: o da
Língua nativa mais falada e, simplesmente,
o quadro da Língua mais falada no mundo.
Línguas
nativas |
PAÍS |
NÚMERO
DE FALANTES |
| 1
Mandarim |
China |
874.000.000 |
| 2
Hindi |
Índia |
366.000.000 |
| 3
Inglês |
EUA,
Inglaterra, Austrália, Canadá
etc. |
341.000.000 |
| 4
Espanhol |
Espanha,
América Latina |
322.200.000 |
| 5
Bengali |
Bangladesh |
207.000.000 |
| 6
Árabe padrão |
Oriente
Médio, Arábia Saudita,
norte da África |
206.000.000 |
| 7
Português |
Portugal,
Brasil e África |
201.000.000 |
| 8
Russo |
Rússia |
167.000.000 |
| 9
Japonês |
Japão |
125.000.000 |
| 10
Alemão padrão |
Alemanha,
Áustria |
100.000.000 |
A
Língua mais faladas no mundo |
LÍNGUA |
NÚMERO
DE FALANTES |
1
Mandarim |
1.052.000.000 |
2
Inglês |
518.000.000 |
3
Hindi |
487.000.000 |
4
Espanhol |
437.000.000 |
5
Bengali |
277.000.000 |
6
Português |
231.000.000 |
7
Russo |
200.000.000 |
8
Indonésio |
145.000.000 |
9
Alemão |
128.000.000 |
10
Francês |
128.000.000 |